Sobre acessibilidade

Áreas

Abas primárias

17/03/2017 - 09:30

Integrantes do Imetropará participaram do Seminário de Biocosméticos do Pará, que abordou a diversidade de produtos locais, promoveu duas mesas de debates acerca da pesquisa sobre biopirataria e ainda os encaixes do setor produtivo para o desenvolvimento da cadeia. O evento ocorreu na última sexta (26), no auditório do Centro de Pesquisa do Museu Emílio Goeldi, em uma parceria da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom), por meio da Diretoria de Atração de Investimentos, juntamente com o Núcleo Estadual de Apoio aos Arranjos Produtivos Locais (Neapl), reunindo pesquisadores e empreendedores estratégicos do setor.

 

O seminário teve palestras sobre a cadeia de comercialização dos produtos florestais não madeireiros, apresentada por Ellen Claudine, técnica do Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp). Foi destacada também a questão de autorização de acesso ao patrimônio genético, pela professora Chirstelle Hermam, da Faculdade de Biotecnologia da Universidade Federal do Pará (UFPA). Ela explicou que todo biocosmético é produto do aproveitamento da biodiversidade amazônica.A coordenadora do laboratório de análises químicas do Museu Emílio Goeldi, Cristine Amarantes, apresentou duas pesquisas, que estão em fase inicial, desenvolvidas pelos técnicos do museu para serem aplicadas no setor de biocosméticos.

 

A pesquisadora de metrologia e qualidade do Imetro, Cristiane Sampaio, fez a apresentação sobre o “Selo Amazônico”. A implementação do selo é estruturada em principios e indicadores, como: qualidade, segurança, desenvolvimento econômico, procedência de matéria-prima, sociedade e meio ambiente.

 

"Os consumidores, cada vez mais exigentes, buscam produtos que ofereçam qualidade, segurança e promovam a qualidade de vida. O projeto "Selo Amazônico" foi idealizado com base nesses valores e no apelo potencial dos produtos amazônicos. Para os Biocosméticos da Amazônia, além de agregar valor o selo abriria caminhos para a comercialização desses produtos", declara Sampaio.

 

Além disso, foram discutidos os gargalos que precisam ser sanados com a consolidação do Arranjo Produtivo Local. Devem ser colocadas em pauta as principais políticas públicas ambientais e a bioética, segundo a coordenadora do Projeto Câmbio Quilombo da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Haydeé Marinho.

 

As dificuldades e a valorização da biodiversidade amazônica foi a temática apresentada pela vice-presidente da Sinquifarma, Fátima Chamma. Os primeiros resultados dos estudos das potencialidades do Pará no segmento de cosméticos foram abordados pela consultora e especialista de inovação em personal care Paola Patriarca.

 

Cases de sucesso também foram apresentados. O empreendedor Luiz Morais, diretor presidente da Amazon Oil, ressaltou que há 32 anos atua no ramo de extração de óleos. A consolidação do APL é algo almejado por todos os atores envolvidos no setor, pois, conforme as discussões levantadas pelos participantes do evento, é necessária a organização desse aglomerado para se obter também políticas de incentivo que possam alavancar toda cadeia produtiva de um produto biocosmético.

 

A representante da secretaria operacional da política de incentivos da Seiom, Marília Amorim, disse que se torna mais forte e passível de aprovação a defesa pelos incentivos ao setor se em conjunto for formalizada uma proposta que atenda a pesquisadores e empreendedores.

 

“A ideia é incentivar o diálogo entre os atores de cada segmento ligado ao setor de biocosméticos, com a intenção de consolidar um Arranjo Produtivo Local, já articulando uma consultoria do Instituto Vanzolini da Poli USP, o qual já produziu com sucesso o Plano de Desenvolvimento do APL de Moda e Design, que está na fase de pré-validação do documento”, finalizou o gerente de estudos de mercado da Seicom, Lucas Conde, no encerramento do seminário.

 

Com informações da SEICOM