Sobre acessibilidade

Áreas

Abas primárias

23/01/2012 - 15:45

O Instituto de Metrologia do Estado do Pará (Imetropará) realizou, entre os dias 18 e 20 de janeiro, a fiscalização dos radares eletrônicos de trânsito fixos, conhecidos popularmente como “araras”. Nove radares eletrônicos da capital paraense foram analisados e todos estavam dentro dos padrões metrológicos.
Os radares eletrônicos móveis, utilizados por policiais rodoviários, também serão avaliados, mas ainda não há uma data definida para esta ação.

A primeira fiscalização em cada “arara” é feita de forma programada, ou seja, a Companhia de Transportes do Município de Belém (CTBel), órgão responsável pelos radares, é comunicada sobre a atividade. As outras verificações são feitas sem aviso prévio e podem acontecer em qualquer dia ou horário, conforme explicou o metrologista Carlos Mercês.

“As aferições subsequentes não têm data para acontecer, isso garante que não haja qualquer tipo de manipulação nos resultados. Todo instrumento que tem regulamento técnico metrológico, como os radares, tem que passar pela nossa fiscalização. Por se tratar de um mecanismo que envolve valores financeiros gerados pelas multas, essa é uma forma de garantir que os consumidores não serão lesados em seus direitos”.

A fiscalização avalia se o radar está medindo a velocidade regularmente. O carro do Imetropará, equipado com um equipamento de aferição de velocidade, passa diversas vezes pelo radar, acima da quilometragem permitida. O procedimento é repetido por diversas vezes, em todas as faixas de carros. Depois são comparados os números do equipamento do Imetropará com a aferição dos radares, cuja margem de diferença pode ser de no máximo cinco quilômetros.

Ao final da medição, o radar eletrônico recebe um lacre e um selo do Imetropará atestando a regularidade. Caso seja atestado algum tipo de falha no equipamento, o órgão responsável é atuado e multado.

O presidente do Imetropará, Luziel Guedes, destacou que o trabalho de fiscalização é diário e atinge diversas áreas e produtos. Além das fiscalizações regulares, são programadas operações especiais, como por exemplo a "Operação Mãos à Obra", que vai fiscalizar barras e fios de aço destinados a armaduras de concreto armado, cabos e tubos de aço e conexões de ferro fundido. Ovos de páscoa, vestuário feminino, cadeirinha de automóvel para crianças, taxímetros, fogos de artifício e até acessibilidade em ônibus urbanos e rodoviários, já estão na mira da fiscalização. “Temos programadas cerca de 10 operações especiais para 2012, que acontecem de acordo com os diferentes períodos do ano”.

O presidente do Imetropará ressaltou também, que as operações são positivas tanto para o consumidor, quanto para os estabelecimentos comerciais. “A fiscalização do Imetropará é um valor agregado ao produto. A loja tem a certeza de estar comercializando um produto dentro dos padrões de qualidade estabelecidos nacionalmente, o que dá tranquilidade ao consumidor de comprar na loja que passou pela inspeção”.

(Dani Filgueiras/Secom)