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Abas primárias

16/03/2017 - 12:00

Os produtos da Amazônia têm alcançado grande repercussão no cenário mundial devido ao seu valor natural, cultural e ambiental. Tendo em vista esses aspectos o Instituto de Metrologia do Estado do Pará (Imetropará) e a Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom) e outras entidades públicas e privadas tem buscado alternativas para a valorização dos produtos da Amazônia, visando atrair mais investimentos para o Estado e aumentar a competitividade no mercado.

 

Na última segunda-feira, 21, o “Selo Amazônico” foi apresentando pelo Imetropará ao núcleo de arranjos produtivos (APL) da Seicom, com ênfase em biocosméticos. A proposta é a criação do processo de certificação voluntária de produtos manufaturados com matéria prima-oriunda da biodiversidade da região paraense.

 

O “Selo Amazônico” foi criado pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), em parceria com a Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológico (Fucapi) e Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), visando garantir o monitoramento quanto à qualidade, segurança, requisitos ambientais, econômicos, sociais e procedência da matéria-prima.

 

Segundo o presidente do Imetropará, Fabrízio Guaglianone, a implantação do selo traz valores de extrema importância à exigências do mercado, interno e externo, quanto à padronização de processos, produtos e sua qualidade. “Os consumidores, cada vez mais exigentes, buscam produtos que ofereçam qualidade, segurança e promovam a qualidade de vida”, destaca.

 

“Um dos principais entraves na hora da comercialização de produtos made in Amazônia está na origem da matéria-prima. Muitas vezes se perde oportunidade de negócio por não se conseguir comprovar de onde  veio e se o produto tem qualidade atestada. A partir do momento que você estabelece uma metodologia do selo de origem, automaticamente se gera oportunidades de negócios, garantindo aumento de renda para a comunidade e segurança para os consumidores. No fim todos se beneficiam com a adesão do selo”, ressatou Maria Amélia Enriquez, da Seicom.