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16/03/2017 - 11:30

A modernização da indústria de cerâmica vermelha exige empresas legalmente constituídas, competitivas, detentoras de novas tecnologias de produção, de gestão e meio ambiente e, principalmente, que tenham o controle sobre a qualidade dos produtos. Com vistas em contribuir para o alcance desse patamar de produção, o Instituto de Metrologia do Pará (Imetropará) reuniu nesta quinta-feira (26) com o Sindicato da Indústria de Olaria Cerâmica para Construção e de Artefatos de Cimento Armado do Estado (Sindolpa). No encontro foram discutidas ações de conscientização e orientação para a categoria.

 

“A finalidade é a valorização do produto proveniente de cerâmica vermelha, incentivar a legalidade e conformidade do material, inibir a concorrência desleal, criar uma cultura de venda técnica e garantir ao consumidor final que os produtos respeitam os padrões específicos exigidos pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), bem como as portarias do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia)”, disse o presidente do Imetropará, Jorge Rezende.

 

Segundo o Imetropará, é considerável a economia para o consumidor que compra blocos, tijolos maciços e perfurados, entre outros itens cerâmicos, de acordo com os padrões específicos exigidos pela ABNT e as portarias do Inmetro nº 558/ 2013, para blocos cerâmicos (tijolos), e nº 005/ 2013 (para telhas). “Essa economia leva em conta também os custos com argamassa e mão de obra, que aumentam a partir do uso do produto irregular. No caso específico do tijolo, por exemplo, o consumidor pode economizar até 140 unidades por milheiro ao usar tijolos que respeitam os padrões. Sem falar da qualidade garantida do produto”, ressaltou o diretor da Sindolpa, Rivanildo Hardman.

 

A Portaria 558/ 2013 aprovou a regulamentação técnica para componentes cerâmicos para alvenaria, cujo objetivo é prevenir práticas enganosas de comércio. A regulamentação se aplica a blocos, tijolos maciços e perfurados, entre outros itens cerâmicos. Os componentes cerâmicos devem trazer, obrigatoriamente, informações técnicas gravadas em uma das faces externas, de forma visível, em baixo relevo ou reentrância. São elas: identificação do fabricante (CNPJ e nome de fantasia ou razão social); dimensões nominais, em centímetros, na seguinte sequência: largura, altura, comprimento; lote ou data de fabricação; e telefone do serviço de atendimento ao cliente ou correio eletrônico ou endereço do fabricante, importador ou revendedor/ distribuidor.