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16/03/2017 - 11:00

O Instituto de Metrologia do Estado do Pará (Imetropará) recebeu na sexta-feira, 17, uma comissão da Associação Brasileira de Águas Minerais (Abinam) e representantes de diversos órgãos estaduais e municipais, como: Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), Procon e Instituto Evandro Chagas (IEC), entre outros.

 

O objetivo é contribuir para a melhoria desse serviço, buscando soluções junto aos órgãos competentes e, a partir daí, montar um plano de trabalho onde cada empresa se comprometa a cumprir a sua parte. “A fim de poder contribuir com a fiscalização e normatização de procedimentos no setor de envase de água mineral, a Abinam, superintendência do Pará, visa à melhoria do produto colocado à disposição do consumidor”, declarou Fabio Daibes, superintendente regional.

 

Na oportunidade, o diretor do Procon-PA, Moysés Bendahan, apresentou um levantamento contendo análises técnicas e informações relativas ao serviço de envasamento de água, focando em alguns dos principais problemas que afligem os consumidores paraenses, como contaminação, dificuldade em identificar o tipo de água, deficiência nas instalações das empresas, entre outros.

 

O levantamento apontou a necessidade de uma regulamentação no Pará. Apesar do setor vir crescendo nos últimos anos, ainda faltam investimentos no setor em todo o Estado. De acordo com levantamento do diretor Milton Gomes, da Divisão de Controle da Qualidade dos Alimentos, vinculado à Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), o Pará possuí 16 empresas de água mineral e 20 de adicionada de sais.

 

O presidente do Imetropará, Jorge Rezende, defende que é preciso deixar mais claro para a população a diferença entre água mineral e a adicionada de sais. "Escutamos algumas sugestões e colocamos outras, todas serão reunidas em um documento que será levado ao Ministério Público, que poderá elaborar um TAC. Isso seria muito importante para ajustar o setor no Estado.", garantiu.

 

Entenda melhor:

 

A água mineral é a água retirada da fonte e envasada, e os únicos tratamentos que ela pode receber é a filtração ou a decantação (e a adição de gás, caso seja necessário). Portanto, os sais minerais que ela possui vieram naturalmente da fonte de onde ela foi obtida.

 

A água adicionada de sais não é agua mineral mas, sim, água potável, pode ser distribuída pela empresa abastecedora de água, tratada através de diversos mecanismos (filtração, floculação, adição de fluor, cloro, sódio etc), onde em seu processo final há adição, de forma artificial, de alguns sais minerais para deixá-la mais parecida com a água mineral. A água adicionada de sais é uma invenção americana e em alguns países, como a França e a Itália, sua produção é proibida.